Fonte: ClickPB
Por Lucas Isidio
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O ex-deputado Julian Lemos disse que conduz cerimônias com o ‘chá’ de ayahuasca e defendeu o uso de cogumelos e cannabis para a saúde. Para Julian, a “civilização se afastou da ancestralidade” e de soluções medicinais como essas. As declarações sobre psicoativos foram dadas em entrevista ao 20 Minutos, programa do portal ClickPB, conduzido pelo apresentador Clilson Júnior.
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Ayahuasca
Julian foi questionado se já teve experiência com o famoso ritual Santo Daime. Ele explicou sua relação com a ayahuasca e contou que conduz a cerimônia na qual a bebida é consumida.
“Na verdade, não é experiência com o Santo Daime. Na verdade, eu sou um estudioso do comportamento humano e também de medicinas ancestrais. A ayahuasca, que muitos chamam de chá, não é chá. É vinho. Através de uma molécula que é retirada do cipó, chamada mariri, e de uma folha chamada chacrona, prima do café”, relatou o ex-deputado no 20 Minutos.
“Eu consagro a ayahuasca e também posso dizer até que sou guardião dessa medicina. Eu consagro essa medicina para várias pessoas. Eu sou uma pessoa que conduz a cerimônia”, revelou.
“A ayahuasca, na realidade, é uma bebida sagrada com registros de mais de 2.500 anos só na Amazônia. Mas ela vem dos maias, dos incas, só que isso é na América Latina. Algo semelhante a ayahuasca tem em todo o mundo. Existe no México através de um cacto, existe na Itália…”, acrescentou.
Cannabis e cogumelos
Para Julian, a ayahuasca, a cannabis e outras substâncias foram marginalizadas por questões estratégias da indústria.
“A nossa civilização se afastou da ancestralidade e de coisas extremamente saudáveis para a nossa vida como a psilocibina, que vem do cogumelo, a própria ‘cannabis’ que tem benefícios à saúde, mas ninguém nunca parou para refletir porque foram proibidas: por causa da força da indústria farmacêutica”, apontou.
Julian disse que “a gente foi induzido, inclusive, a sequer ficar exposto ao Sol porque diziam que faz mal. Muito pelo contrário: lepra era tratada assim. Então existe por trás disso uma manipulação para que você se afaste da sua origem.”
Julian Lemos detalhou que, nas cerimônias que conduz, participam médicos, professores, físicos, policiais e outras pessoas que tiveram esclarecimento sobre os benefícios da bebida.
“Então eu sou uma pessoa que consagra a ayahuasca. Eu tenho a ayahuasca como algo realmente de expansão de consciência e não recomendo a ninguém, na verdade eu falo da minha experiência. E eu tenho um grupo de pessoas que me acompanham: médicos, professores, físicos, policiais…”, relatou.
“Até agnósticos deixaram de ser porque tinham essa dúvida, essa compreensão. E, geralmente, a ayahuasca era marginalizada como se fosse algo de pessoas de classe baixa. Muito pelo contrário. Aqui para o Brasil já veio Will Smith e outros atores de Hollywood. Existe uma série de pessoas que consagra a ayahuasca de forma ritualística, e não em forma de curiosidade”, contou.
Fonte: https://www.clickpb.com.br/saude/julian-ayahuasca-cannabis.html
