Operação conjunta interdita instituto em João Pessoa por venda irregular de órteses cranianas, os “capacetinhos”

Operação conjunta interdita instituto em João Pessoa por venda irregular de órteses cranianas, os “capacetinhos”

Fonte: ClickPB
Por Lucas Isidio
Publicado em:
Foto: MPPB

Uma operação conjunta interditou o Instituto Skulp, em João Pessoa, acusado de venda irregular de órteses cranianas, conhecidas como “capacetinhos”. A ação aconteceu nessa segunda-feira (21) e foi divulgada nesta terça-feira (22) pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), como verificou o ClickPB.

O Instituto Skulp comercializa órteses cranianas importadas da marca Talee, usada no tratamento de assimetria craniana em bebês. A ação fiscalizatória teve início a partir de uma denúncia anônima, segundo informou o Ministério Público da Paraíba.

A operação conjunta foi realizada pelos seguintes órgãos:

Apreensão de 37 “capacetinhos”

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-PB) autuou o Instituto Skulp, durante a fiscalização, apreendendo documentos e retendo máquinas de cartão P.O.S. A Agevisa também apreendeu 37 órteses cranianas por falta de autorização de funcionamento da Anvisa. O estabelecimento foi duplamente interditado, tanto pela Sefaz quanto pela Agevisa, por estar comercializando órteses cranianas sem comprovação de aquisição e sem a devida documentação fiscal e pela ausência de registro sanitário.

De acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estabelecidas pela Resolução RDC nº 81/2008, produtos como órteses devem ser importados por empresas devidamente registradas. Além disso, é obrigatório que esses produtos sejam declarados à Receita Federal e Estadual, e que a empresa possua a Autorização de Funcionamento da Anvisa (AFE).

Infrações ao consumidor

O MP-Procon identificou infrações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC), em especial ao artigo 39, inciso VIII, que proíbe a comercialização de produtos em desconformidade com normas regulatórias. Além disso, o instituto não possuía um exemplar do CDC disponível aos consumidores, nem informava o telefone do Procon.

Além disso, a Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária, instaurou procedimento investigatório a fim de materializar ilícitos e identificar pessoas envolvidas no esquema de importação das órteses, bem como, a violação à saúde pública e à ordem tributária.

Regularização de empresas e produtos

O diretor–geral do MP-Procon, promotor Romualdo Tadeu Araújo Dias, informou que a operação reforça a importância da regularização das empresas que atuam no setor de saúde, especialmente na comercialização de produtos médicos, que devem seguir rigorosos padrões de segurança e qualidade para proteger os consumidores, notadamente quando se trata de importação de produtos que carecem de registro dos órgãos sanitários competentes, como é o caso.

 

 

 

  • Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MP-Procon);
  • Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do Estado da Paraíba (Gaesf);
  • Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa).

Fonte: https://www.clickpb.com.br/saude/operacao-instituto-capacetinhos.html